quinta-feira, 7 de maio de 2015

Bombeiros do 13ºGBM fazem homenagem aos mortos da Ilha do Braço Forte

FATO MARCANTE PARA A CORPORAÇÃO NO DIA 7 DE MAIO DE 1954, ENVOLVENDO LUTA, DOR E SOFRIMENTO, FOI A CATÁSTROFE DA ILHA DO BRAÇO FORTE.

NO DIA 6 DE MAIO DAQUELE MESMO ANO, POR VOLTA DAS 21:00h, ENTROU UM PEDIDO DE SOCORRO NA SEDE DA 1ª ZONA MARÍTIMA. A SOLICITAÇÃO ERA PARA UM INCÊNDIO EM UM DEPÓSITO DE INFLAMÁVEIS NA ILHA DO BRAÇO FORTE. O OFICIAL DE DIA, TENENTE WASHINGTON DE SOUZA LIMA, PREPAROU-SE JUNTO À GUARNIÇÃO DE SERVIÇO PARA O ATENDIMENTO. O COMANDANTE DA SEDE, MAJOR GABRIEL DA SILVA TELES, QUE RESIDIA AO LADO, FOI ALERTADO PELO TOQUE DE FOGO E, INTERADO DO AVISO, PREPAROU-SE PARA PARTICIPAR DO EVENTO.

AO SE ENCONTRAR EM CONDIÇÕES DE PARTIDA, APÓS PREPARATIVOS DE PRAXE, SAIU ÀS 22:00h DO CAIS PHAROUX, A LANCHA "GENERAL CUNHA PIRES". A ILHA EM CHAMAS ERA PRÓXIMA À ILHA DE PAQUETÁ.

DURANTE À TARDE, UM FORTE AGUACEIRO, COM RAJADAS DE VENTOS E TROVOADAS, HAVIA SE ABATIDO SOBRE A CIDADE. NAQUELA NOITE UMA CHUVA TÊNUE CONTINUAVA A CAIR E O MAR ESTAVA REVOLTO, REDODRANDO A ATENÇÃO DE TODA A TRIPULAÇÃO. APÓS 2h DE VIAGEM A LANCHA CHEGOU À ILHA SINISTRADA.

SOMENTE APÓS SE APROXIMAR DA ILHA, FOI POSSÍVEL OBSERVAR A ESTRANHA LUMINOSIDADE. A LANCHA DO CORPO DE BOMBEIROS ENCONTROU AO LARGO UMA EMBARCAÇÃO DA POLÍCIA MARÍTIMA, QUE INFORMOU SEREM OS ARMAZÉNS DE INFLAMÁVEIS. UM TERÇO DOS ARMAZÉNS ESTAVAM EM CHAMAS E O RESTANTE ENVOLVIDO POR FUMAÇA ESCURA.

DO PONTO DE ATRACAGEM ATÉ O ARMAZÉM SINISTRADO A DISTÂNCIA ERA DE 10 A 15m. NÃO SENDO POSSÍVEL UTILIZAR A TORRE DO ESGUICHO CANHÃO, A EMBARCAÇÃO ATRACOU E TODA A GUARNIÇÃO SALTOU. RAPIDAMENTE SE INICIOU O ESTABELECIMENTO DO MATERIAL. O TENENTE-CORONEL RUFINO COELHO BARBOSA, FISCAL DO CORPO DE BOMBEIROS, QUE PARTICIPAVA TAMBÉM DO EVENTO, DEIXOU A TAREFA DE COMBATE ÀS CHAMAS A CARGO DO MAJOR GABRIEL.

DECORRIDOS POUCOS MINUTOS DESDE A CHEGADA DA GUARNIÇÃO, UMA GRANDE EXPLOSÃO, TRANSFORMOU A ILHA NUM VULCÃO DANTESCO. APÓS A EXPLOSÃO SOMENTE OS QUE SE ENCONTRAVAM JUNTO AO CAIS DE ATRACAGEM, ESTAVAM AINDA VIVOS. OS QUE TINHAM FERIMENTOS DE MENOR GRAVIDADE ARRASTAVAM OS DEMAIS SOBREVIVENTES PARA UM DOS EXTREMOS DA ILHA, TENTANDO SE ABRIGAR. A EXPLOSÃO, NO LIMIAR DA MADRUGADA, CONSUMINDO TONELADAS DE EXPLOSIVOS, FOI OUVIDA EM TODOS OS BAIRROS, QUE CIRCUNDAVAM A BAÍA DE GUANABARA E AINDA EM ALGUMAS LOCALIDADES DO ANTIGO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, COMO TERESÓPOLIS.